quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Saudações Amigos


Quaresma, tempo de conversão, tempo fértil para exercitar a escuta à Palavra de Deus. É também tempo para viver plenamente a Eucaristia que neste período significa – percorrer com Cristo o itinerário da aprovação que cabe à igreja e a todos os homens.
Toda a nossa vida passará novamente pelos exercícios espirituais que são próprios do tempo quaresmal, tais como: jejum, oração, abstinência, esmola, espírito contrito, silêncio, entre outros, provocando em cada um o desejo à conversão – “completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo, fazei penitência e crede no Evangelho” – Marcos l, l5.
O mesmo evangelista Marcos no capítulo 8 e versículo 31 salienta duas vertentes de Cristo: sofrimento e amor, quando diz: “ é necessário que o Filho do Homem padecesse, fosse rejeitado, mas ressuscitado no terceiro dia.” O sofrimento se alia ao amor quando um se coloca a serviço do outro. O início da Igreja teve um mártir como autor e não um rebelde. Assim também os grandes santos e santas da Igreja viveram a plenitude do amor a partir do sofrimento – amaram excessivamente, não recuarem ante a dor e se tornaram grandes sofredores e faróis da história humana.
Tracemos o nosso itinerário de conversão, o sofrimento nos levará à experiência do amor, da mesma forma que a cruz nos levará à experiência da ressurreição e assim nos conduz à interioridade da vida divina.
Abraço fraterno

Pe. Rodrigo Papi

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Reflexão para o ano que se inicia

  Parar diante do espetáculo que é a vida, descansar e refletir um pouco, é fundamentalmente necessário para todos. Pensar no futuro, mudar de vida, começar academia, fazer aquela dieta, planejar, tudo são projetos que a maioria das pessoas fazem logo no primeiro dia do ano. Acreditar na mudança é fundamental, a começar por si mesmo. Por isso faça propostas concretas para si e acredite; dê passos para alçar vôos diferentes e sesurpreenda. É assim que conseguimos recriar a vida, principalmente a partir daquilo que Jesus um dia disse aos seus discípulos : amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mt 22, 39).
Amar o próximo é também parar e ouvi-lo. A linguagem do amor consiste em dar tempo ao outro sem olhar no relógio, sem contar as horas para ir embora, e sim viver o momento presente, como sendo um presente de Deus.
O tempo é voraz, e se deixarmos ele nos devora, tirando nossa alegria, sugando nossas energias, e quando vemos estamos correndo atrás do nada e sempre dizendo – não tenho tempo, ou hoje não posso.
Planeje, pense no futuro, isso é importante; mas acima de tudo, pare um pouco, dê tempo a você, faça uma pequena viagem, reúna a família, brinque com seu cachorro, sorria mais, mesmo que não tenha tantos motivos dê um sorriso a alguém, pra você não custará nada e para o outro valerá um tesouro. Viva cada dia e cada momento como sendo único, pois há tempo para tudo, tempo para sorrir, tempo para chorar, tempo de buscar, tempo de perder, tempo de ganhar...(Ecle )
Feliz 2012.

Pe Rodrigo Papi
Diretor Espititual da RCC setor Poços de Caldas

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Natal, “A festa do Menino que se fez Homem”


Outro dia ouvi em uma emissora de Tv: “a melhor invenção que já puderam nos trazer, foi o ciclo do ano, pois a cada ano que passa, nada mais é que continuarmos a viver, no entanto sempre achamos que tudo está começando de novo, pois um natal que passamos e um ano que iniciamos sempre nos traz novas perspectivas e nos lança a uma esperança, queira ou não, já estamos buscando desde outrora.”
Mas quando é que este chamado natal teve seu inicio? Foi com o nascimento de Jesus, como muitos se imaginam? Vejamos:
“No inicio, as festas do Natal e da Epifania eram uma celebração com um único e idêntico objeto: a encarnação do Verbo, embora com diferentes matizes no Ocidente e no Oriente. Essa diversidade de tom pode ser constatada pelas duas denominações. No Oriente, o mistério da encarnação era celebrado no dia 6 de janeiro, com o nome de Epifania (manifestação); o Ocidente, isto é, em Roma, o mistério era celebrado no dia 25 de Dezembro, com o nome de Natalis Domini . a distinção entre as duas festas, com conteúdo diferente, aconteceu entre o fim do ´seculo IV e o inicio do SéculoV.”
Antes de qualquer coisa, é pacífico que 25 de Dezembro não é historicamente o dia do nascimento de Cristo, apesar da afirmação contrária de alguns autores antigos. Essa data é indicada por antiga tradição segundo a qual Jesus teria sido concebido no mesmo dia e mês em que depois seria morto, isto é, no dia 25 de março; consequentemente, o seu nascimento teria acontecido em 25 de dezembro. Devemos considerar, porém, que essa tradição não determinou a origem da festa, mas foi apenas uma tentativa de explicação, fruto de misticismo astrológico (crença nos astro), muito em voga na época.
Hoje porém, temos a plena certeza que o que nos vale não é se o Cristo nasceu ou não no Natal, mas sim que ele nasceu, para nos salvar através de seu ensinamento, que poucos ouviram e ouve, e colocam em pratica, a ponto Dele (no passado) ter que se martirizar em uma cruz, e hoje no pobre que “nasce” a cada dia. Que celebremos sim neste dia 25 de dezembro o nascimento deste grande MENINO que se fez homem Encarnado.
Já o ano novo, não pode se deslocar do foco natalino, pois a festa e o espírito do mesmo continua. Na Igreja os dias que sucedem o natal é chamado oitava do natal, ou seja, celebramos durante toda a semana, como se fosse este grande dia de Natal. Estendemos este dia “25” até a solenidade da Santa Mãe de Deus (Dia mundial da Paz), que se celebra no primeiro dia do ano. Logo, festejarmos estas solenidades que se aproximam é agradecermos sempre a Deus por ter nos dado uma Mãe e um Filho tão especial, assim como nos diz a oração da coleta da missa do dia de Natal: “ó Deus que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente estabelecestes sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir nossa humanidade.” 


Que o Natal e o Ano Novo que se aproxima, possa nos tornar
cada vez mais irmãos,
Naquele que um dia também se fez um de nós.

Pe. Gledson A. Domingos
Paróquia São Francisco e Santa Clara

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MISSÃO DA RCC DENTRO DA IGREJA

A RCC é um importante movimento dentro da Igreja. A Renovação Carismática é conduzida pelo Espírito Santo. “Eu vim pôr fogo à terra, e o que mais quero se já está aceso!” (Lc 12,49). Esta chama viva é o desejo de Cristo para a sua Igreja, ou seja, a chama do Espírito Santo não pode se apagar. Paulo VI disse: “a Igreja tem a necessidade de um Pentecostes permanente. Tem a necessidade de fogo no coração, de palavras nos lábios, de profecia no olhar. A Igreja tem a necessidade de ser templo do Espírito Santo”. A RCC, movida pelo Espírito Santo, procura através de seus dons e carisma reavivar no mundo o fogo suave abrasador de Pentecostes. Assim sendo, impelido pelo Fogo suave abrasador: A Igreja e o mundo necessitam mais do que nunca que o prodígio de Pentecostes se prolongue na história. Para o mundo cada vez mais secularizado, não há nada mais necessário que o testemunho desta ‘renovação espiritual’ que vemos o Espírito Santo suscitar hoje em dia nas regiões e ambientes mais diversos. O livro dos Atos dos Apóstolos assim diz: “Agora, pois, Senhor, presta atenção às suas ameaças, e concedei a teus servos anunciar a tua mensagem com toda ousadia. Estende sua mão, para que aconteçam curas, sinais e prodígios pelo nome de teu santo servo Jesus e pela força renovadora do Espírito Santo” Nesse sentido, Paulo VI afirma: “agrada-me ver sinais desta renovação: gosto pela oração, contemplação, louvor a Deus, atenção a graça do Espírito Santo e leitura mais assíduas das Sagradas Escrituras”. Sendo assim, a Sagrada Escritura é uma das grandes bases que a RCC possui para evangelizar o mundo, ou seja, é um instrumento operante no seio da Igreja que encoraja e da vida ao povo de Deus. A experiência viva de Pentecostes realizou prodígios no coração de todos os que estavam no cenáculo, realiza hoje e quer continuar realizando. Ademais, através da RCC, esta mesma experiência viva de Pentecostes quer continuar a tradição católica chamando todos os homens à conversão e à renovação, ou seja, à ação apostólica.
Com base nesses preceitos, no ano de 1979, e em audiência ao Conselho Internacional, João Paulo II disse: “O mundo tem muita necessidade desta ação do Espírito Santo, e de muitos instrumentos desta ação. A situação no mundo está muito perigosa. O materialismo é uma negação do espiritual, e é por isso que necessitamos da ação do Espírito Santo. Agora eu vejo este movimento, esta atividade por todas as partes. Em meu próprio país vi uma presença especial do Espírito Santo. Através dessa ação o Espírito Santo vem ao espírito humano, e a partir desse momento começamos novamente a viver, a encontrar-nos conosco mesmo, a encontrar a nossa identidade, nossa total humanidade. De maneira que estou convencido de que este movimento é um importante componente dessa total renovação da Igreja, dessa renovação espiritual da Igreja”.

Não podemos deixar de mencionar o atual papa, Bento XVI que, por sua vez, é um grande conhecedor da RCC. Apesar de falar pouco sobre a RCC, quando ainda Cardeal escreveu pormenorizadamente sobre a Renovação Carismática. O que traz muita esperança a toda a igreja universal mesmo no meio da crise que a Igreja atravessa no mundo ocidental é o surgimento de novos movimentos que ninguém planejou e que ninguém trouxe, mas que simplesmente emergem da vitalidade interna da fé. O que está se tornando aparente nesses movimentos embora muito tênuamente seja algo muito similar a um tempo Pentecostal na Igreja.
Em linhas gerais, a missão da RCC é testemunhar o Cristo ressuscitado na ação santificadora do Espírito Santo. “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4,20). Sendo assim, a RCC é o sinal nítido do Espírito Santo no embalo do Concílio Vaticano II. O Papa João Paulo II, em discurso aos membros do Conselho Internacional da Renovação Carismática Católica, em 14 de maio de 1992, assim diz: “O surgimento da Renovação em seqüência ao Concílio Vaticano II foi uma dádiva do Espírito Santo à Igreja. Foi o sinal nítido do desejo de muitos católicos de viverem mais plenamente a sua dignidade e vocação batismal como filhos adotivos do Pai, de conhecerem o poder redentor de Cristo nosso Salvador através de uma experiência mais intensa de oração individual, de oração em grupo, seguindo o ensinamento das Escrituras, lendo-as à luz do mesmo Espírito que inspirou a sua redação”. Um dos mais importantes efeitos desse despertar tem sido, com toda certeza, aquela sede crescente de santidade que vemos na vida das pessoas e em toda Igreja. Homens e Mulheres batizados no fogo do Espírito Santo que dão a vida pelo Reino e sua causa.
A todos os missionários da RCC nosso abraço e carinho! Continuem firmes, pois nossa Missão é Evangelizar.

Pe. Donizetti de Brito
Diretor espiritual da RCC